Menos coisas e mais Liberdade

Acabo de conhecer o trabalho de Graham Hill e sinceramente me impressionei com sua visão de liberdade e tempo.

No link abaixo ele nos mostra como sua idéia de viver com menos e ter mais tempo e liberdade pode ser uma boa idéia para nossa vida atual!

lifeedited.treehugger.com

Anúncios

Tempo da Existência

Sinto o tempo passando por mim e de alguma forma me moldo a ele; quantas vezes tanto eu como meus pacientes tivemos percepções como estas?

Penso que existem diversas formas de vivenciar o tempo, uma delas é viver o tempo cronológico, o tempo do dorme e acorda (como às vezes explico para meus pacientes pequenos), aquele que de alguma forma molda meus dias em manhãs, tarefas, tardes, tarefas e noites dormir.

Este tempo fica imutável, cercado de vivências comuns, cotidianas e superficiais. Nas quais não consigo transcrever quem sou, o que penso, reflito, quero, busco, sinto. Mas, que me carrega dia após dia, mês após mês e ano após ano, a uma vivência simples, comum.

Busco junto a meus pacientes, encontrar o tempo talvez do coração, no sentido mais subjetivo mesmo, o tempo dos meus sentimentos, aquele que consiga traduzir minhas verdades, escolhas, pensamentos.

Um tempo que não consegue ser mensurado de forma comum, mas que apenas as vivências realmente sentidas podem transmutá-lo. E que cada um de nós tem o seu, ele não é comum, simples, mas sim, intenso, forte, cúmplice. Que cure minhas dores, dê novos significados a meus vazios existenciais, envolva minha história em um colorido só meu.

As experiências compartilhadas muitas vezes me mostram que ele existe, de alguma forma ainda busco encontrá-lo, em alguma vivência simples e sutil.

Desprendimento

Tenho pensado muito sobre o desprendimento… O que é? Será que existe?

Estes dias estudando alguns filósofos para meus casos clínicos, me deparei com o Mestre Eckhart Von Hochheim (1260-1327), frade dominicano, místico, filósofo, para ele o desprendimento é maior virtude que a humildade, que a misericórdia e inclusive que o amor.

Seus ensinamentos foram considerados por Arthur Schopenhauer como, em essência, “os mesmos de Buda”, segue um trecho que separei sobre sua reflexão a respeito do desprendimento:

“(…) O desprendimento perfeito não visa a sujeitar-se a nenhuma criatura nem a elevar-se sobre a criatura nenhuma — não quer estar abaixo nem acima de ninguém, antes quer estar em si mesmo, não fazendo bem nem mal a ninguém, não querendo ser igual nem desigual em relação a nenhuma craitura, nem isto nem aquilo: quer apenas ser. O desprendimento não quer ser isto nem aquilo porque quem quer ser isto ou aquilo quer ser algo; ele, porém, não quer ser nada. Por isso dispensa todas as coisas (…)”.

O que Eckhart parece dizer é que apenas com o esvaziamento de si mesmo, o homem alcança algo maior, é como se devessemos habitar um constante vazio próprio, não um deixar de viver, mas viver plenamente a si mesmo.

Devaneando, dentro do que percorro no consultório, este desprendimento citado não é inatingível, mas precisa de uma liberdade plena, que muitas vezes pode ser angustiante, desprende-se do criado, esperado; liberdade no sentido íntimo de simplesmente viver a vida com as possibilidades que me são apresentadas.

Neste sentido será que vivemos de alguma forma o desprendimento?

Ou….

Qual outro sentido podemos dar ao desprendimento?

Qual o propósito da vida?

Alguns pacientes que recebo no consultório questionam-se constantemente sobre o sentido da vida… O que fazer? Qual é este sentido? Será que existe mesmo?

Sentem-se vazios e solitários, como se a vida não tivesse um significado; para que viver se quando tudo isso acabar não ficará nada meu no mundo?

Este assunto também me intriga, confesso que pesquisei mais sobre ele, fui para a filosofia, artes, teologia, psicologia e achei diversos conceitos e reflexões a respeito, mas o que realmente trouxe uma luz para minhas próprias reflexões e dos meus pacientes, foi este vídeo que de uma maneira simples – atente-se que o simples que falo é devido a clareza, humildade, sensibilidade, sutileza e simplicidade – na qual Narayanan Krishnan, significa sua existência e fala sobre ela.

Acredito sim, que devemos a nossa maneira significar nossa existência, nosso destino é construído a cada movimento que fazemos. Cada sentimento que valorizamos e expomos para o mundo, é uma demonstração do significado que damos para nossa existência.

Já pensou em qual o seu propósito de vida?

Caso queira conhecer mais do trabalho do Narayanan Krishnan, neste site você o conhecerá melhor: http://www.akshayatrust.org

Os 05 Estágios da Dor, Perda

Este vídeo representa de uma maneira simples algumas reações que temos, quando passamos por perdas, lutos, incomodos, dentre muitas outras situações ruins!

São cinco reações/estágios:

1. Negação

2. Raiva

3. Barganha

4. Depressão

5. Aceitação

Tudo bem passarmos por estes estágios, mas… o que fazemos depois?

Será que repetimos este ciclo muitas vezes, ou conseguimos percebê-lo e mudamos nossa reação antes? Ou ficamos presos em algum destes estágios constantemente e nem avançamos para os próximos? Continuar lendo

Seja como você é

“Seja como você é.

De maneira que possa ver quem és.

Quem és e como és.

Deixa por um momento o que deves fazer e descubra o que realmente fazes.

Arrisque um pouco, se puderes.

Sinta seus próprios sentimentos.

Diga suas próprias palavras.

Pense seus próprios pensamentos.

Seja seu próprio ser.

Descubra.

Deixe que o plano pra você surja de dentro de você.”

Fritz Perls

Quantas vezes em nossas vivências cotidianas, deixamos a vida nos levar e esquecemos de sermos quem realmente somos, ou até de buscarmos uma resposta que nos transforme em quem quisermos ser?

Já se perguntaram, o que quero para mim?

Quem eu realmente sou?

Acredito que este poema vale um momento de reflexão!

Não aos Rótulos e Estigmas

Vamos nos aceitar e aceitar nosso próximo, sem nos preocuparmos com o que parece ser, ou se está fora do que ditaram algum dia como “normal”.

Que tal, olharmos apenas para nossos sentimentos e tentarmos encarar de forma positiva a vida e as pessoas que nos cercam?

Com certeza temos muito que aprender com as pessoas que cruzam nossos caminhos, vamos nos permitir sermos o que quisermos ser. E nos adaptarmos ao como as pessoas são!